7º Congresso da APECATE – Entre olhares sectoriais e out-of-the box

Com as inscrições encerradas e um avião cheio de congressistas preparados para rumar do Continente à bela Ilha do Faial, é tempo de anunciar o desafio da última tarde do 7º Congresso da APECATE.

No Painel 5, “Construir olhares sectoriais”, o plenário vai dar lugar a duas sessões por subsectores de actividade.

As empresas de Animação Turística vão ser chamadas a pronunciar-se sobre a pertinência ou não de a APECATE avançar para um Certificado de Reconhecimento de Competências Profissionais, definido a partir do Perfil de Competências da Qualificação do Técnico de Turismo de Ar Livre, actualmente em vigor. A proposta será apresentada, em nome da APECATE, por Ana Barbosa e Paulo Rocha, a que se seguirão duas intervenções de dois oradores externos à “casa”: Francisco Silva, professor adjunto da ESTHE e um dos pioneiros da prática do canyoning em Portugal, contribuirá para este tema com uma comunicação sobre as linhas gerais do trabalho que realizou nos Açores, com empresários desta actividade, com vista à qualificação do produto de canyoning e à definição dos requisitos e competências dos respectivos técnicos; Jean Yves Lapeyrère, em representação da European Confederation of Outdoor Employers (EC-OE) vai apresentar-nos a reflexão que tem feito sobre a questão da certificação profissional, tendo como suporte o trabalho realizado pela EC-OE, de que a APECATE fez parte, e o curso de nível 5 (CET) para Animadores Outdoor, que está a ter a sua primeira edição na Universidade de Dijon. Espera-se um aceso e interessante debate sobre esta questão que remete para uma outra mais ampla e a montante: como garantir a eficácia da auto-regulação sectorial nestas matérias, uma vez que as certificações, mesmo as oficiais, não implicam profissões reguladas.

As empresas de Eventos vão debater temas considerados da maior importância para o sector, em mesa redonda alargada, coordenada por Ana Fernandes (Apecate), Rui Costa (Universidade de Aveiro) e Javier Lopez (CML Asesores). Entre outras questões, serão abordadas: a metodologia a implementar para identificar claramente o sector, quer sob o ponto de vista dos seus players, quer em termos do seu valor económico; a competitividade fiscal no mercado europeu e mundial; e, não havendo um Registo de Empresas Organizadoras de Eventos e Congressos, de que forma o sector se pode auto-regular para garantir os requisitos mínimos da oferta, a concorrência leal e a própria credibilidade do sector.

O Painel 6, “Turismo na moda – Olhares improváveis”, que encerrará o Congresso, tomará a forma de uma conversa informal entre o moderador, a mesa e a assembleia. Partindo do princípio de que existem experiências transversais a toda a actividade económica e que só podem ser úteis os olhares out-of-the box sobre o Turismo ou dos que, estando dentro, o ultrapassam pelo que são capazes de lhe agregar, caberá a Rui Cardoso, jornalista do Expresso, captar os olhares de gente empreendedora sobre temáticas tão diversas como: o que significa o Turismo estar na moda, se fazem sentido as apostas que estão a ser feitas no privado e no público, se o sucesso é a ponta de um iceberg frágil ou poderoso, se estão certas as estratégias de consolidação da oferta, em suma, o que pensam outros empresários sobre o nosso futuro. Estarão presentes neste Painel de encerramento do 7º Congresso: Paulo Vaz (Associação Têxtil e Vestuário de Portugal), James McSill (Storytelling), Nuno Nico (Waterlost) e Ricardo Madruga Costa (SATA).

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DO TURISMO NAÚTICO AO MARKETING DIGITAL, APECATE APOSTA NA DIMENSÃO PRÁTICA E FORMATIVA DO SEU 7º CONGRESSO

Na perspectiva das empresas representadas na APECATE, o mar é um recurso multifacetado de grande importância, quer como palco de eventos, desportivos e outros, quer como território de eleição para actividades de animação turística como o surfing, a observação de cetáceos, o coasteering, os passeios de barco ou o mergulho.

Mas tem sido, também, um mar de problemas. Se abundam os estudos sobre os recursos oceânicos nacionais, os excessos burocráticos e as mentalidades anti-simplex, os critérios de utilização de territórios partilhados e a necessária compatibilização dos interesses dos seus diversos utilizadores, são questões, entre outras, que estão longe de estar bem resolvidas. Pelo contrário, continuam a dificultar o exercício desta actividade profissional.

No Painel 2, cujo título é elucidativo da problemática em causa, O Mar – Abrir horizontes, ordenar, libertar, os congressistas vão ser chamados a participar num desafio exigente. Depois da intervenção de António José Correia que, em representação da Forum Oceano, apresentará o estado das coisas no que respeita às Estações Náuticas enquanto estruturas agregadoras da oferta, que podem contribuir para o ordenamento dos serviços e actividades que acolhem, o Painel vai prosseguir sob a forma de mesa redonda em diálogo directo com a assembleia, a partir de temáticas despoletadas por António Sá Leal e José Saleiro. O objectivo é apenas um: inventariar os problemas concretos que afectam a operação marítimo-turística, analisar eventuais causas a jusante e produzir recomendações que permitam a sua solução.

A dimensão prática deste Congresso terá outro momento alto com o Painel 4, em particular com Catarina Moreira, consultora da Be Digital, cuja experiência no sector empresarial lhe permitirá transformar a sua comunicação numa verdadeira acção de formação em Marketing Digital. Em seguida, Cristina Lira, jornalista de Turismo no Brasil, vai trazer-nos a sua visão sobre eventos de promoção e marketing de produtos e destinos; a finalizar o painel, Joaquim Pires, em representação do Turismo de Portugal IP, apresentará a plataforma de promoção da Meeting Industry, criada por este organismo, momento adequado para todos os que a têm utilizado e/ou criticado poderem apresentar os seus pontos de vista e sugestões.

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SUSTENTABILIDADE E CUSTOS DE CONTEXTO SÃO DOIS TEMAS FORTES DO 7º CONGRESSO DA APECATE

Estão já abertas as inscrições para o 7º Congresso da APECATE que terá início no próximo dia 30 de Janeiro, na cidade da Horta, ilha do Faial.

Do conjunto do programa, destacamos hoje o Painel 1, pela forma como exprime uma das grandes preocupações da APECATE enquanto associação que congrega as empresas de animação turística e os organizadores de congressos e eventos: a responsabilidade do Turismo na sustentabilidade dos recursos naturais e patrimoniais. Com efeito, afirma o Presidente António Marques Vidal, “a sustentabilidade é uma causa planetária e, quer o cumprimento de regras que implica, quer a mudança de hábitos a que está a obrigar, representam objetivos que valem por si. Mas – e este aspeto é muito importante porque beneficia a própria causa – tem, cada vez mais, um valor económico direto incalculável para quem trabalha em Turismo. Não só estes recursos são um factor diferenciador da oferta nacional, como os clientes que mais nos interessam consideram, nos seus critérios de escolha, a forma como os agentes económicos e os próprios destinos investem na sustentabilidade.”

Neste quadro, o primeiro Painel do 7º Congresso da APECATE não poderia ser mais atual. Começa com duas intervenções oriundas de dois destinos portugueses em vias de certificação ambiental – o Alentejo (certificação Biosphere), com uma comunicação de António Ceia da Silva, presidente da ERT Alentejo, e os Açores (certificação Global Sustainable Tourism), com uma comunicação a cargo da Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo. Finaliza o Painel uma intervenção de Olga Romão, sobre um projeto inovador da Sustenturis, assente em parcerias de que a APECATE faz parte, e que tem como objetivo a gestão sustentável dos programas turísticos, através de uma aplicação mobile que permite, em tempo real, canalizar o turista para percursos e lugares sem cargas excessivas, logo sem filas intermináveis de espera.

Salientamos também, do Painel 3 – Legislação laboral e custos de contexto, o interesse de que se revestirá para todos os participantes a presença de Paula Vieira, em representação da ACT – Autoridade para as Condições de Trabalho, e de Francisco Sá Nogueira que falará sobre os custos de contexto. Numa sessão que se espera muito participada, serão disponibilizadas aos empresários informações relevantes sobre o Código de Trabalho e as suas eventuais potencialidades no que respeita à flexibilidade, assim como sobre a forma de atuação da ACT. Na segunda intervenção, serão partilhados dados e informações sobre os custos de contexto para quem opera nesta área, promovendo-se a reflexão sobre quais as medidas que poderão tornar-nos mais competitivos.

Mais informações e inscrições, em https://apecate.pt/vii-congresso-apecate/.

DA MODA À CONSOLIDAÇÃO – CAMINHOS E DESAFIOS DO TURISMO EM PORTUGAL

7º CONGRESSO DA APECATE – ILHA DO FAIAL, 30 JANEIRO – 1 DE FEVEREIRO 2019

Já começou a contagem decrescente para o grande debate que se espera no 7º Congresso da APECATE sobre o tema “Da moda à consolidação – caminhos e desafios do Turismo em Portugal”, que vai realizar-se na cidade da Horta, Ilha do Faial, nos dias 30-31 de Janeiro e 1 de Fevereiro de 2019.

O mote é motivador: estamos adormecidos no sono dos amanhãs que cantam, acomodados em prémios que prestigiam, mas nada garantem, ou já interiorizamos que a consolidação da actividade turística se faz pela via da qualificação? E que esta é uma escolha que só será ganhadora com muito trabalho?

Os vários painéis que vão animar estes dois dias de reflexão tocam questões que pretendem realizar as grandes apostas de todos os congressos da APECATE: colocar problemas que afectam os sectores que representa, no continente, na Madeira e nos Açores, propor e debater soluções e enriquecer, com momentos formativos de qualidade, este fórum empresarial.

Vão estar em cima da mesa: a certificação de destinos e produtos; as responsabilidades inadiáveis do turismo sustentável; a urgência e complexidade de um ordenamento do mar enquanto recurso e espaço de eventos, recreação e lazer; as dificuldades e potencialidades da legislação laboral; o marketing digital como ferramenta de promoção num mundo globalizado e ferozmente competitivo; e os desafios da auto-regulação quer na animação turística quer no sector dos eventos e congressos.

Para este desbravar de caminhos, a Ilha do Faial é o cenário certo e terá excelentes momentos de descoberta, em particular para todos os que puderem aproveitar este momento de trabalho para mais uns dias de lazer nesta pérola atlântica de Portugal.